Através
das letras navego em minhas emoções involuntárias
à minha razão. Perco-me por labirintos sem saída;
retorno cansada, realizada ou sofrida...
No tempo, no espaço, no sentimento, a realidade, irrealidade
se confundem em sensações que eclodem em forma de poesia.
Por vezes, mostro-me nua em minha fragilidade de mulher.
Os meus versos? Deixo-os escorrer por entre meus dedos a deslizar, incontroláveis
a minha vontade na busca insensata, egistrando a inquietude revolucionária
adormecida em mim.
Margot
Carvalho